Custo da dívida após o ciclo de alta de Selic
Como empresas listadas estão reprecificando passivos e o que muda no planejamento financeiro.
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O ciclo de aperto monetário que marcou os últimos anos deixou marcas visíveis nos balanços corporativos brasileiros. Debêntures emitidas com taxa prefixada, linhas de crédito atreladas ao CDI e contratos de swap que pareciam baratos em 2021 hoje consomem parcela relevante do EBITDA de setores intensivos em capital.
Paulo Mendes, que cobre mercado de capitais para o Alavancagem Brasil, acompanha desde o início do ano as conversas de CFOs de médio porte. O padrão se repete: a dívida não surpreendeu pela existência, mas pela velocidade com que o custo subiu. Uma empresa de logística com dívida líquida de 2,8x EBITDA em 2023 viu o custo médio ponderado saltar de 10,4% para 14,1% ao ano sem emitir um real a mais.
O que muda na prática é a hierarquia de decisões. Projetos de expansão que dependiam de financiamento barato foram para a gaveta. O capex de manutenção virou prioridade absoluta. E o mercado passou a olhar com mais cuidado para o perfil de vencimentos: concentração em 2027 e 2028 preocupa mais do que o nível absoluto de alavancagem.
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Gustavo Ferreira examina casos em que o endividamento virou restrição operacional.
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O Alavancagem Brasil nasceu de uma lacuna simples: boa parte da cobertura financeira no país trata de cotação e resultado trimestral, mas pouco espaço é dado à estrutura por trás dos números. Quanto custa cada real emprestado? Qual a proporção entre dívida de curto e longo prazo? A empresa cresce porque vende mais ou porque financiou estoque?
Nosso foco editorial está na interseção entre estrutura de dívida, custo de capital e alavancagem operacional. Não fazemos recomendação de investimento nem cobrimos IPO com tom promocional. Publicamos análises que ajudam gestores, analistas e leitores atentos a entender como as companhias brasileiras — de indústria, varejo, infraestrutura e serviços — organizam seu passivo e sustentam suas operações.
A redação funciona de forma enxuta. Três colunistas permanentes e contribuições pontuais de profissionais do mercado. Cada texto passa por revisão editorial antes de ir ao ar. Quando erramos um dado ou uma interpretação, corrigimos com transparência — veja nossa política editorial.
Se você acompanha balanços, teleconferências de resultados ou simplesmente quer entender por que certas empresas parecem resilientes enquanto outras travam na primeira subida de juros, este é o lugar certo. As análises são publicadas em português, com referência ao contexto regulatório e macroeconômico brasileiro, sem jargão desnecessário.
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